sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Matrimônio: cuidado com os penduricalhos

A última: um jornal de Belo Horizonte publicou uma reportagem falando sobre a importância de haver um "assessor" para a cerimônia de matrimônio. Eu, católico descarado, digo: "NÃO É IMPORTANTE haver um assessor para a cerimônia na igreja". Por culpa de muitos (inclusive dentro de muitas paróquias), estão sofisticando demais algo que, por si só, já é muito bonito. Isso e muitíssimos outros penduricalhos encarecem a celebração e, o pior, acabam inibindo aqueles que desejam buscar a bênção nupcial, um sacramento, mas não têm condições financeiras. Muitas vezes, esses pobres são bilionários de espiritualidade e de comprometimento. Por interesses nada divinos, há gente complicando demais as coisas. Não nos esqueçamos das palavras de Jesus: "Meu fardo é leve, meu jugo é suave". Em resumo, voltemos às origens, ao óbvio, à essência.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Recomendo: não morra sem ver isto

Alessandro Faleiro Marques

Assista à animação do "causo" "Fiat 147, o Lamborghini e o Porsche em um racha". A locução é de meu amigo Éverton Gontijo e do Renato Lara Júnior (o Menino Gordo), edição de meu amigão também, Eduardo Dênis Lacerda. Dedico esse causo ao meu amigão-irmão, Joênio Ferraz, que faz aniversário hoje.







sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Algumas considerações sobre a tal "Black Friday"

Se você me permite, tenho alguns comentários sobre esse negócio de Black Friday:

- a imprensa internacional está ridicularizando a campanha brasileira, chamando-a, com muita razão, de "black fraude";
- por que muitos de nós trabalhamos muito? Quase sempre é para consumir muito. E se consumíssemos menos?;
- se, mesmo assim, as promoções lhe parecem irresistíveis, antes de comprar, tente respirar e refletir sobre a diferença dos verbos "querer" e "precisar";
- não deixe de ver os conselhos dos Procons, eles são valiosíssimos nestes dias;
- "promoção imperdível" é somente quando precisamos de alguma coisa, no mais, é consumismo mesmo;
- de minha parte, preciso somente de um guarda-chuva, e o camelozão resolverá meu problema facilmente (qualquer dia desses, vou lá).

Seu eu me lembrar de outros comentários mesquinhos, vou colocar aqui. Se você tiver alguma coisa, pode partilhar também. No mais, boa sexta-feira, independentemente da cor que ela terá.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mês Consciência Negra: um cemitério e as cotas raciais


Alessandro Faleiro Marques

Neste Mês da Consciência Negra, em que as discussões sobre cotas raciais andam acaloradas, partilho algumas fotos de uma visita que fiz em janeiro deste ano ao Cemitério dos Escravos, na comunidade de Marimbondos, Município de Carmo do Cajuru-MG (minha terra natal). O campo-santo provavelmente foi construído no século XVIII e, como várias construções históricas de Minas Gerais, tem os muros feitos de pedras sobrepostas. 


Os doze túmulos existentes hoje são simbólicos, representando os negros que nele foram sepultados. O sítio histórico fica numa área particular, ao lado de um pasto (veja os bois atrás do cruzeiro). Segundo relatos orais, foram sepultados no lugar cerca de 300 cativos "dóceis", pois os que se rebelavam contra a escravidão eram enterrados em valas comuns, como animais. 




Em maio, os tambores solenes das guardas de congo e moçambique homenageiam os antepassados, durante uma missa. No resto do ano, ouve-se apenas o bater de um cadeado amarrado ao cruzeiro. Os nomes daqueles negros não constam de documentos. Existem somente no coração de Deus. Por essas e outras, que as políticas de inclusão de nossos irmãos afro-brasileiros, tão criticadas por neoescravocratas, representam apenas um pouco da dívida que o Brasil deve pagar a esse povo. 

Que os irmãos deixados no cemitério de Marimbondos, esquecidos pelos homens, lembrem-se de nós diante de Deus. Que todos nós, que nos achamos vivos, reflitamos com seriedade para que possamos fazer um país mais justo, com mais ações e menos discursos. A nossos compatriotas negros, os meus respeitos.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

"Hoje e não amanhã"


Alessandro Faleiro Marques

Às vezes, o conhecimento vem de onde menos esperamos. Veja o que veio escrito no papel do pão, exatamente no Dia de Finados de 2011. Muito apropriado para estes dias em que homenageamos nossos irmãos falecidos.

Hoje e não amanhã

Prefiro que partilhes comigo uns poucos minutos agora que estou vivo, e não uma noite quando eu morrer.

Prefiro que apertes suavemente a minha mão agora que estou vivo, e não apoies o teu corpo sobre mim quando eu morrer.

Prefiro que faças um só telefonema agora que estou vivo, e não uma inesperada viagem quando eu morrer.

Prefiro que me ofereças uma só flor agora que estou vivo, e não me envies um formoso ramo quando eu morrer.

Prefiro que elevemos ao céu uma oração agora que estou vivo, e não uma missa quando eu morrer.

Prefiro que me digas palavras de alento agora que estou vivo, e não um dilacerante poema quando eu morrer.

Prefiro que toques um só acorde de guitarra agora que estou vivo, e não uma comovente serenata quando eu morrer.

Prefiro que me dediques uma pequena prece agora que estou vivo, e não um pomposo discurso quando eu morrer.

Prefiro desfrutar de todos os mínimos detalhes agora que estou vivo, e não de grandes manifestações quando eu morrer.

Prefiro que digas o que sente por mim, agora que estou vivo, a ouvir um grande lamento porque não disseste a tempo, depois que estiver morto.

Aproveitemos os nossos queridos enquanto eles estão entre nós.

Valorize as pessoas que estão à sua volta.

Ame-as, respeite-as, lembre-se delas...

Enquanto estão vivas!





sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Os "devotos" de São Judas

São Judas Tadeu
Pintura de Georges de la Tour
(1593-1652)
Alessandro Faleiro Marques

O apóstolo Judas Tadeu é o "Santo das causas impossíveis", como a imprensa e até alguns da Igreja dizem? Eu, católico desavergonhadamente assumido, digo: NÃO! O verdadeiro santo das causas impossíveis é só Jesus Cristo e nenhum outro. São católicos mais ou menos os "devotos" de São Judas Tadeu que estacionam o carro no ponto de ônibus, na contramão, em fila dupla e vão à igreja só pedir "coisas" para o apóstolo. Essas pessoas passam por cima da lei e do próximo para demonstrarem muita fé, mas poucas obras.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, os santos intercedem por nós e nos acompanham neste mundo. Infelizmente, muitos se esquecem de que eles foram fiéis a Cristo até o fim, a ponto de até serem assassinados por isso. Por essas e outras, os apóstolos Judas Tadeu e Simão, ambos comemorados em 28 de outubro, são homens que devem ser imitados por todos nós, cristãos, independente de denominações. 


Louvemos a Deus por Ele ter escolhido Judas Tadeu e Simão, seres humanos como nós, para serem duas das "doze colunas da Igreja". E não se esqueça de orar (ou rezar) por mim e por nossas famílias. Ah, estacionar em local proibido é pecado, viu!

Em tempo: um abraço a meu amigo Anselmo Morais, que faz aniversário neste dia 28!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A quem interessa a desvalorização do Estado

Alessandro Faleiro Marques

Interessante é a facilidade que o povo e a imprensa têm de culpar por tudo o Estado. Tudo é o governo, a presidenta, o prefeito... Sem querer tirar a responsabilidade que cabe a esses "entes", questiono: quando um motorista de ônibus deixa os passageiros para trás, é decisão desse trabalhador, e só dele, em prejuízo dos outros. Quando alguém avança o sinal vermelho, não se deve culpar o Estado pela violência no trânsito, pois o que o governo tinha de fazer o fez, que era colocar o semáforo. Quando uma escola, uma praça estão com equipamentos danificados, não é culpa do Estado, mas primeiro de quem as estragou culposa ou dolosamente.

Cobrar simplesmente a fiscalização é reduzir a conversa, pois a lei deveria ser seguida e pronto. Desde o fim da ditadura, em 1985, há uma campanha para desvalorizar o Estado. E isso vem dando certo, sobretudo pela engenharia feita por quem domina a comunicação.

Com essa brincadeira, sabe quem o está substituindo? As megacorporações, os bancos, os "investidores" (leia-se "especuladores"). Ah, para ajudar a consertar o problema do Estado que não funciona, há um momento só seu, garantido pela Lei: o voto. Tomemos cuidado com os discursos prontos e com quem quer pensar por nós.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Fome, obesidade, desperdício: um problema de todos nós

Antônio Coquito

A afirmativa do senso comum de que o Brasil é o país da contradição traz à tona o debate e a busca de soluções no campo da segurança alimentar e nutricional sustentável. Trata-se do tripé “fome, obesidade, desperdício”. A ação direta nesse dilema é um chamado a toda sociedade, para assumir um papel de conscientização pública e reversão de indicadores preocupantes. Os desafios devem fomentar reflexão e busca de atitudes imediatas.

O Brasil é um dos principais produtores de alimentos do planeta. Temos a maior e mais rica oferta de produtos alimentícios. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (ONU - FAO) mostram que o nosso país produz 25,7% a mais de alimentos do que necessita para toda a população. Porém, dessa realidade, constamos que uns comem de menos, em condições inadequadas. Já outros, demais e com hábitos alimentares nada saudáveis. E, por fim, outros destinam boa parte dos alimentos ao lixo, configurando-se em toneladas de desperdício.

Fome

A radiografia da fome deve nos incomodar para a busca de soluções urgentes. Dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativa a 2009, apontam que 11,2 milhões de pessoas passaram fome no período. Os números dão conta de que 30% dos lares brasileiros não têm acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente.

A PNAD mostra que a fome brasileira tem uma identidade nordestina, rural, pobre, negra e de baixa escolaridade. Segundo dados da pesquisa, a situação de insegurança alimentar atinge aproximadamente 8,6% (nível moderada) e 7% (nível grave). Já na área urbana, os dados são de 6,2% (moderada) e 4,6% (grave). Em se tratando de regiões, o Norte e o Nordeste do Brasil apresentam níveis inferiores à média nacional no que se refere à segurança alimentar. Os Estados com situação mais grave são Maranhão (35,4%) e Piauí (41,4%). A pesquisa constata que, nesses Estados, nem a metade das residências têm alimentação saudável e em condições adequadas. A região Sul é a que tem melhores condições.

O grau de instrução está ligado diretamente às condições de insegurança alimentar. Os dados da PNAD mostram que quanto menor a escolaridade, mais precária é a alimentação. Segundo a pesquisa “Em 2004, 29,2% dos moradores sem instrução ou com menos de um ano de estudo apresentavam restrição na quantidade de alimentos moderada ou grave”. Já em 2009, a proporção caiu para 20,2%. Mesmo tendo melhorado os indicadores, a situação continua a desafiar os profissionais da área de nutrição.

Obesidade

O aumento de peso da população brasileira dá indícios de que temos um problema de saúde pública. Segundo dado da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem no mundo mais de 1 bilhão de adultos com sobrepeso e 300 milhões com obesidade. A obesidade é fator de risco para problemas cardiovasculares, de diabetes, hipertensão arterial e certos tipos de câncer. Na saúde pública, o quadro de obesidade brasileira reflete em R$ 1,5 bilhão na conta do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE apontam que a obesidade cresce em todas as regiões do Brasil. Os números afirmam que “o sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos”. Levando-se em conta o poder aquisitivo, entre os 20% mais ricos, o excesso de peso chega a 61,8% na população de mais de 20 anos. Também nesse grupo, concentra-se o maior percentual de obesos: 16,9%. No ritmo em que estamos, a previsão do IBGE é que, em dez anos, poderemos atingir os padrões norte-americanos.

Atenta aos dados de obesidade e sobrepeso, a Assembleia Mundial da Saúde, entidade deliberadora da OMS, chamou a atenção para o problema. Em seu documento, “Estratégia global em alimentação, atividade física e saúde”, a instituição adverte aos governos de todos os países que se comprometam em implantar políticas que estimulem padrões saudáveis de alimentação e de atividade física.

Desperdício

A trajetória do desperdício começa na produção de alimentos. O IBGE deu o alerta: “estamos desperdiçando cerca de 6 milhões de toneladas de alimentos”. Explicitando o desperdício, dados do Instituto Akatu, que trabalha pelo consumo consciente, 44% do que é plantado se perdem na produção, distribuição e comércio. Sendo, 20% na colheita, 8% no transporte e armazenamento, 15% na indústria de processamento e 1% no varejo. No consumo caseiro e hábitos alimentares, as perdas acumulam mais de 20%. No total, o desperdício significa algo em torno de 64%.

Os números do Akatu sinalizam que, ao mesmo tempo em que 14 milhões de brasileiros passam fome, “o restante da população joga no lixo 30% de todos os alimentos comprados”. Os dados o Akatu são reforçados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a qual constata que o brasileiro desperdiça mais do que consome. Os dados do IBGE confirmam o consumo de 35 quilos por ano. Unindo os dados da Embrapa e do IBGE, a perda é 2% maior do que o consumo. O índice de hortaliças chega a 37 quilos. Essa situação tem um perfil que aponta 20% em casa, 15% nos restaurantes.

A preocupação com uma ampla conscientização sobre o desperdício tem consequências econômicas, ambientais e sociais. Dedicando-nos a combater o desperdício e a promoção de bons hábitos alimentares, proporcionamos o acesso ao alimento para boa parte da população. Dessa forma, levando bem-estar e vida saudável.

Soluções

Onde há problemas, temos de buscar soluções. As iniciativas de reversão dos dados assustadores são diversas e podem ser realizadas por todos. Existem várias atitudes que envolvem os mais variados atores sociais. O importante é conhecer o contexto e agir. Um exemplo é a aquisição de produtos locais e, ou, regionais, além de mais saudáveis e com custo mais baixo, contribuem para diminuir a poluição e o desperdício causado pelo transporte.

Em casa, nos restaurantes, nas escolas e instituições, podemos implantar a cultura do aproveitamento integral dos alimentos. No preparo, sempre que possível, reutilizar as cascas e talos. Todos podem resultar em sucos e tortas, bem como enriquecer arroz, sopas, risotos e outros.

O quadro brasileiro é um convite à intervenção nas políticas públicas municipais, estaduais e nacional de saúde, segurança alimentar e cidadania. Nas políticas e nos programas sociais, encontramos canais efetivos para realizar ações com atuação local, que contribuam na reversão desta que pode ser considerada uma agressão conjuntural colocada diante dos nossos olhos.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Desintoxicação digital


Alessandro Faleiro Marques*

Recordo aqui um artigo escrito por mim há algum tempo, intitulado “O segredo da desinteligência”. Passaram-se os anos, mas vi que quase nada mudou. Por isso, retomo alguns pensamentos. Como educador, cada vez mais me convenço de que existe o lado oposto da aprendizagem, do crescer acadêmico, espiritual e sapiencial. Essa parte tenebrosa é o “emburrecimento”, termo mais adequado ao nosso cotidiano. Nos meus tempos de faculdade, nenhum dos meus mestres ousou tocar no assunto do “não inteligenciamento”. Isso nos desanimaria ou seria um segredo só para os já iniciados?

Para mim, uma das causas do mal é a ingenuidade, o deslumbre idiota diante de certas inovações. Outro dia, li um artigo dizendo que adiantou pouquíssimo encherem-se de computadores as escolas. Fiquei impressionado com o fato de isso, sim, ter aumentado os casos de déficit de atenção. Em resumo, o projeto de abarrotar de aparelhos as salas de aula só serviu para dar mote para propaganda governamental, atrair pais e alunos (chamados de clientes pelas redes) e para encher a cabeça de crianças e adolescentes de muita, muita toxina digital. São tantas informações que os neurônios da moçada estão dando curto-circuito. O intento, a princípio bom, ainda saciou o desejo de orgasmo pedagógico de alguns mais “empolgados”, achando que a simples eletronicização didática colocaria escola e jovens “ligados ao mundo e à modernidade”.

Apesar do encantamento, está havendo pouco ou nenhum preparo dos educadores para melhor aproveitarem o recurso. Os jovens também não foram preparados. Adolescentes, crianças e adultos ficaram apenas boquiabertos com a tecnologia e, estéreis, entregaram-se a ela. Valorizou-se muito o meio, não o fim. Dias atrás, dei boas gargalhadas ao ver a foto de um colégio afiliado a uma grande rede promover a entrada solene de um tablet (cá entre nós, prefiro “tabuleta”) gigante, feito de madeira e que seria usado para... colar cartazes (!!!). Será que, nas décadas passadas, fizeram o mesmo com a máquina de escrever, o mimeógrafo ou a calculadora digital? Eu riria do mesmo jeito, creio.

O excesso de dados entope a cabeça das pessoas. É um fenômeno comum na Pós-modernidade, tempo marcado pela rapidez, barulheira, mosaiquices e descarte fácil de coisas, ideias e pessoas. Cabeça sufocada é fruto de mundo caótico e vice-versa, fazendo muita gente viver só porque nasceu.

Em vez de reclamar, ouso sugerir uma “campanha de desintoxicação digital”. Selecione suas leituras, seja frio. Descarte o inútil, veja o essencial. Faça o jejum cibernético e analise se realmente aquela parafernália real e virtual é essencial para sua vida.

Sejamos seletivos, questionadores e preocupemo-nos em colocar no devido lugar o útil mundo digital. Tenhamos cuidado para não sermos motivo de chacota gratuita de nossos descendentes. Digamos sim às maravilhas dos avanços, mas também ao olho no olho, ao inteligenciamento, às luzes; e proclamemos um sonoro não à avalanche de textos, vinhetas, piadas, curtidas, álbuns, fofocas, gráficos e infográficos. Desintoxiquemo-nos!


* Alessandro Faleiro Marques é professor, redator e revisor de textos. Texto original publicado no site da Athom 3 Consultoria (www.athom3.com.br).



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Curiosas medições da economia

Alessandro Faleiro Marques

Curioso: a cada dia, mais serviços nos Estados Unidos ficam paralisados por causa de picuinhas políticas entre eles. Empresas de lá e de outros países (inclusive do Brasil) estão tendo grandes prejuízos com essa bagunça típica de paisinho de ponta de aterro. Por que, então, ninguém fala do risco econômico estadunidense, do rebaixamento de nota por agências especializadas, de instabilidade, de artigo bombástico em revista inglesa...? Gostaria muito de ver o discurso dos neoliberais, até brasileiros, se o fechamento dos serviços tivesse sido do lado de cá. A politicagem de lá é mais refinada?