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terça-feira, 18 de novembro de 2014
Formação para a Pastoral da Comunicação em Barbacena
No dia 15 de novembro, estive em Barbacena-MG, para uma formação com
os agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom) de cinco paróquias da
cidade. Estudamos alguns aspectos, como espiritualidade, a evolução no
pensamento da Igreja em relação à arte de relacionar-se, técnicas de produção de
textos, fotos e de uso das redes sociais. Agradeço a acolhida de todos,
sobretudo do padre Mauro Lúcio de Carvalho e dos outros membros da
Paróquia São Sebastião, e desejo que o trabalho de todos produza muitos
frutos, principalmente para a divulgação da boa notícia, que é Jesus
Cristo. Veja a notícia publicada no blogue da Paróquia.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Recomendo: não morra sem ver isto
Alessandro Faleiro Marques
Assista à animação do "causo" "Fiat 147, o Lamborghini e o Porsche em um racha". A locução é de meu amigo Éverton Gontijo e do Renato Lara Júnior (o Menino Gordo), edição de meu amigão também, Eduardo Dênis Lacerda. Dedico esse causo ao meu amigão-irmão, Joênio Ferraz, que faz aniversário hoje.
Assista à animação do "causo" "Fiat 147, o Lamborghini e o Porsche em um racha". A locução é de meu amigo Éverton Gontijo e do Renato Lara Júnior (o Menino Gordo), edição de meu amigão também, Eduardo Dênis Lacerda. Dedico esse causo ao meu amigão-irmão, Joênio Ferraz, que faz aniversário hoje.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
A Veja, o MST e a minha formação
Eduardo Sabino*
Na semana passada, entre goladas de cerveja, alguém me falou sobre investimento em educação, e me lembrei de que o governo de São Paulo renovou milhares de assinaturas da revista Veja para escolas da rede estadual. Outro dia, na tevê, a Dilma falou sobre investimento na educação, e me lembrei de que o governo paulista renovou milhares de assinaturas da revista Veja para escolas públicas de São Paulo. Hoje, no Facebook, alguém falou sobre o danado do investimento, tão desgraçadamente necessário, e me veio à cabeça, mais uma vez, os exemplares da Veja chegando às escolas.
Há quem enxergue essa situação sem revolta e angústia. Afinal, a revista não entra sozinha na biblioteca escolar. Trata-se de uma opção, uma narrativa de mundo a mais. Compete ao professor, caso decida usá-la, fazer isso de modo crítico, multifacetado, produtivo.
E quando isso não ocorre?
Regresso dez anos no tempinho que já gastei por aqui e caio exatamente no final do ensino médio, na escola pública onde estudei. Penso no significado dessas revistas numa época não tão distante. Meu colégio comprava ou recebia gratuitamente exemplares, e a leitura era incentivada nos trabalhos letivos.
Recordo os cartazes com recortes de reportagens, os debates em sala de aula, a explanação dos professores. Tive bons educadores, que seguiam por caminhos amplos, mas, para muitos, a Veja era um recurso pedagógico dos mais confiáveis.
Havia casos de possessão. As ideias da revista Veja se personificavam no meu ex-professor de Geografia. Quem não crê na “teoria da bala mágica”, na qual a mensagem midiática atinge o cérebro do receptor como uma bala certeira, sem resistências, deve abrir ao menos uma exceção para esse cara. Levava a Veja pelos corredores como um crente com a Bíblia debaixo do braço. Contra a revista não se emitiam argumentos.
Detinha um jeito de super-homem, um poste jogando luz em formigas. Não aceitava ser interrompido. Perguntas eram postas pelo palestrante em dois blocos: o das coisas que ainda seriam comentadas e o das que já foram faladas e não receberam a devida atenção do aluno com dúvidas. “Pergunte aos seus colegas. Quem pode explicar para ele?”. E dá-lhe papagaios com a mão erguida.
Discussões? Não havia espaço para isso. Se o questionamento persistisse, ele oferecia o giz ao aluno rebelde, colocava o posto à disposição e acabava logo com a teimosia do infrator. “Quem é o professor aqui?” Se brotasse uma conversa paralela, nem que fosse sobre o conteúdo da aula, ele se sentava para folhear a famigerada revista. Seguia lento e tranquilo, até estarmos todos em silêncio. O silêncio das folhas em branco.
Sobre o MST, aprendemos a cartilha da Veja. O problema do Movimento dos Sem-Terra passava longe da reforma agrária (e da falta dela), da concentração de terras nas mãos de latifundiários, da Constituição da República, na qual o direito à moradia e a sobrevivência está à frente do direito à propriedade.
O problema do MST era o próprio MST. Disputas internas, vandalismo nos protestos e “oportunismos típicos do jeitinho brasileiro”. Para entendermos melhor, o professor X desenhava no quadro os sem-terra como bonequinhos com enxadas nas mãos. “Vamos supor que esse fulaninho aqui ganhou o seu terreno. Ele se dá por satisfeito? Não, ele volta ao movimento.” Não ocorria jamais ao papagaio da Veja o quanto o movimento se enfraqueceria se os “oportunistas” o abandonassem ao receberem seus benefícios.
Nenhum fenômeno sobrenatural acontecia para mostrar como aquele cara estava errado. A aula era uma rua sem saída. Saíamos dela mais ignorantes e preconceituosos. Como questionar? Havia uma relação de confiança com o texto profissional. Livros, jornais e revistas eram apresentados como suportes da verdade. Se estava escrito, estava certo.
A vida também pode ser um processo de desintoxicação mental. E tive a sorte de conhecer amigos, livros e professores que me ajudaram a enxergar as coisas de forma menos superficial.
Fechados os parênteses da experiência pessoal, digo, sem medo: não chego a dar pulos de alegria quando falam em investimento educacional. Quase sempre se referem à educação como essa máquina de tornear peças para o mercado e fazer as mercadorias circularem. A educação que forma trabalhadores, consumidores, e às vezes deixa escapar, como defeito de fábrica, um sujeito pensante. Uma educação para o mercado, fechada para o restante do mundo, longe de contribuir para a emancipação do homem.
Dito isso, desejo melhor sorte aos moleques das milhares de escolas abastecidas com a revista Veja. Que a internet e seus compartilhamentos de boas ideias ajudem vocês a ridicularizem um possível professor de Geografia alienado e metido a besta. Que o exemplar da Veja, novinho, recém-chegado na biblioteca da escola, permaneça no plástico, isolado em cofre de chumbo, e não contamine ninguém.
* Escritor e jornalista.
Na semana passada, entre goladas de cerveja, alguém me falou sobre investimento em educação, e me lembrei de que o governo de São Paulo renovou milhares de assinaturas da revista Veja para escolas da rede estadual. Outro dia, na tevê, a Dilma falou sobre investimento na educação, e me lembrei de que o governo paulista renovou milhares de assinaturas da revista Veja para escolas públicas de São Paulo. Hoje, no Facebook, alguém falou sobre o danado do investimento, tão desgraçadamente necessário, e me veio à cabeça, mais uma vez, os exemplares da Veja chegando às escolas.
Há quem enxergue essa situação sem revolta e angústia. Afinal, a revista não entra sozinha na biblioteca escolar. Trata-se de uma opção, uma narrativa de mundo a mais. Compete ao professor, caso decida usá-la, fazer isso de modo crítico, multifacetado, produtivo.
E quando isso não ocorre?
Regresso dez anos no tempinho que já gastei por aqui e caio exatamente no final do ensino médio, na escola pública onde estudei. Penso no significado dessas revistas numa época não tão distante. Meu colégio comprava ou recebia gratuitamente exemplares, e a leitura era incentivada nos trabalhos letivos.
Recordo os cartazes com recortes de reportagens, os debates em sala de aula, a explanação dos professores. Tive bons educadores, que seguiam por caminhos amplos, mas, para muitos, a Veja era um recurso pedagógico dos mais confiáveis.
Havia casos de possessão. As ideias da revista Veja se personificavam no meu ex-professor de Geografia. Quem não crê na “teoria da bala mágica”, na qual a mensagem midiática atinge o cérebro do receptor como uma bala certeira, sem resistências, deve abrir ao menos uma exceção para esse cara. Levava a Veja pelos corredores como um crente com a Bíblia debaixo do braço. Contra a revista não se emitiam argumentos.
Detinha um jeito de super-homem, um poste jogando luz em formigas. Não aceitava ser interrompido. Perguntas eram postas pelo palestrante em dois blocos: o das coisas que ainda seriam comentadas e o das que já foram faladas e não receberam a devida atenção do aluno com dúvidas. “Pergunte aos seus colegas. Quem pode explicar para ele?”. E dá-lhe papagaios com a mão erguida.
Discussões? Não havia espaço para isso. Se o questionamento persistisse, ele oferecia o giz ao aluno rebelde, colocava o posto à disposição e acabava logo com a teimosia do infrator. “Quem é o professor aqui?” Se brotasse uma conversa paralela, nem que fosse sobre o conteúdo da aula, ele se sentava para folhear a famigerada revista. Seguia lento e tranquilo, até estarmos todos em silêncio. O silêncio das folhas em branco.
Sobre o MST, aprendemos a cartilha da Veja. O problema do Movimento dos Sem-Terra passava longe da reforma agrária (e da falta dela), da concentração de terras nas mãos de latifundiários, da Constituição da República, na qual o direito à moradia e a sobrevivência está à frente do direito à propriedade.
O problema do MST era o próprio MST. Disputas internas, vandalismo nos protestos e “oportunismos típicos do jeitinho brasileiro”. Para entendermos melhor, o professor X desenhava no quadro os sem-terra como bonequinhos com enxadas nas mãos. “Vamos supor que esse fulaninho aqui ganhou o seu terreno. Ele se dá por satisfeito? Não, ele volta ao movimento.” Não ocorria jamais ao papagaio da Veja o quanto o movimento se enfraqueceria se os “oportunistas” o abandonassem ao receberem seus benefícios.
Nenhum fenômeno sobrenatural acontecia para mostrar como aquele cara estava errado. A aula era uma rua sem saída. Saíamos dela mais ignorantes e preconceituosos. Como questionar? Havia uma relação de confiança com o texto profissional. Livros, jornais e revistas eram apresentados como suportes da verdade. Se estava escrito, estava certo.
A vida também pode ser um processo de desintoxicação mental. E tive a sorte de conhecer amigos, livros e professores que me ajudaram a enxergar as coisas de forma menos superficial.
Fechados os parênteses da experiência pessoal, digo, sem medo: não chego a dar pulos de alegria quando falam em investimento educacional. Quase sempre se referem à educação como essa máquina de tornear peças para o mercado e fazer as mercadorias circularem. A educação que forma trabalhadores, consumidores, e às vezes deixa escapar, como defeito de fábrica, um sujeito pensante. Uma educação para o mercado, fechada para o restante do mundo, longe de contribuir para a emancipação do homem.
Dito isso, desejo melhor sorte aos moleques das milhares de escolas abastecidas com a revista Veja. Que a internet e seus compartilhamentos de boas ideias ajudem vocês a ridicularizem um possível professor de Geografia alienado e metido a besta. Que o exemplar da Veja, novinho, recém-chegado na biblioteca da escola, permaneça no plástico, isolado em cofre de chumbo, e não contamine ninguém.
* Escritor e jornalista.
sábado, 25 de maio de 2013
Redes sociais
Cá
entre nós, já posso prever o fim desse tal de Facebook como aconteceu com o Orkut (que ainda agoniza). Além de ser uma poluição visual sem fim,
com a qual nos acostumamos porque praticamente nos foi imposta, vejo que
o uso está muito ruim a cada dia. De cada 10 postagens, pelo menos
9,99999 não dizem nada com nada. A poluição agora é também de ideias.
Até para o humor, devemos ser inteligentes e
não débeis! Meus amigos, o Mussum não fez novela recente,
esse tal de vale-tudo (até hoje não sei o nome desse treco, se é UFC ou
MMA) é violência e não esporte, já sei que Deus é gente boa e não me
interessa em nada o que se passa em novelas e outras imbecilidades da
tevê, independentemente do horário. Detalhe: estou vivendo muito bem assim.
Onde estão as fotos tiradas espontaneamente, os comentários sobre
aspectos do cotidiano (inclusive os verdadeiramente bem humorados), boas dicas do que assistir, ler ou comer? O que propomos de novo
para um mundo realmente melhor? Para mim, é para isso que serve uma
rede social. Pronto, falei!
terça-feira, 12 de março de 2013
O Papa não é a miss universo
Alguém,
por favor, avise a alguns jornalistas que o conclave não é eleição de
miss universo. O país de origem do novo Papa não é importante. Para
esclarecer: existem cardeais latino-americanos (entre eles, obviamente,
brasileiros), asiáticos, africanos com cabeça de europeus e europeus e
norte-americanos com cabeça mais aberta do que muitos próximos a nós.
Que dureza! Pronto, falei!
domingo, 3 de março de 2013
Ouviram minhas súplicas
Minhas
preces foram ouvidas! Nesta semana, a TV Assembleia (MG) exibiu um programa em
que três jornalistas (bons) entrevistaram Rodrigo Coppe Caldeira, professor de Ciências da
Religião na PUC Minas. Foi um verdadeiro e espetacular massacre contra o senso comum
no que diz respeito à sucessão do Papa, História da Igreja, desafios
futuros e questionamentos (sempre válidos) contra os cristãos. O
programa se chama "Sala de Imprensa".
Recomendo até para os anticlericais devotos do modismo. Pode ser que, assim, tenham mais criatividade para questionar a Igreja com algo mais interessante e moderno do que só a tal Inquisição (praticada por várias denominações cristãs, INCLUSIVE a Igreja Católica, com fins mais políticos que religiosos). Espero que alguém da Itatiaia, CBN, Globo News, SBT e companhia tenha visto também.
Como estou com um estoque represado de comentários mesquinhos, acho que vou ficar por aqui mesmo. Pronto, falei!
Assista ao programa:
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 3
Recomendo até para os anticlericais devotos do modismo. Pode ser que, assim, tenham mais criatividade para questionar a Igreja com algo mais interessante e moderno do que só a tal Inquisição (praticada por várias denominações cristãs, INCLUSIVE a Igreja Católica, com fins mais políticos que religiosos). Espero que alguém da Itatiaia, CBN, Globo News, SBT e companhia tenha visto também.
Como estou com um estoque represado de comentários mesquinhos, acho que vou ficar por aqui mesmo. Pronto, falei!
Assista ao programa:
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 3
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
A imprensa e o conclave
Não
sei o que está acontecendo com o jornalismo. Por preguiça ou por haver
cegos guiando outros, nessa história de Papa, renúncia, conclave,
Vaticano, crise na Igreja... até agora foi ouvido tudo quando é tipo de
gente, mas pouquíssimos especialistas em Direito Canônico, conhecedores
(cientistas profissionais) de História da Igreja, teólogos, estudiosos de Ciência
da Religião, entre outros. Como a Linguística,
a História, a Biologia e a Medicina, a ciência teológica também avançou
muito nos últimos tempos e, posso apostar, esse pessoal tem muito a
contribuir para o esclarecimento da sociedade.
Um exemplo: nesta semana, uma famosa rádio de BH, veículo chapa-branca a serviço da tucanália, ouviu o depoimento de jovens a respeito de algumas convicções da Igreja Católica (detalhe: convicções também de outras denominações cristãs). O primeiro a falar sequer sabia quem era o Papa (!!!), os outros, piores ainda... E ficou por isso mesmo.
Já conversaram com linguista, funkeiro, político, militantes de direita e de esquerda, muçulmano, ateu... Há gente graúda que está dando declarações solenes, mas, tenho certeza, não pisa dentro de um templo católico há anos. Parece que são avançados, mas vi que até hoje acreditam em assombração, acham que crianças não batizadas vão para o limbo, horrorizam quando veem um padre tomando uma gelada, pensam que Deus é um homem barbudo com um açoite na mão, e por aí vai. Ou seja, estes, sim, estão na Idade Média. Como católico posso falar: o mundo avançou, moçada!
Em resumo, que preguiça, viu!!! Ainda bem que estou cercado de amigos que são bons jornalistas, senão eu já estaria lendo somente a Turma da Mônica. PRONTO, FALEI!
Um exemplo: nesta semana, uma famosa rádio de BH, veículo chapa-branca a serviço da tucanália, ouviu o depoimento de jovens a respeito de algumas convicções da Igreja Católica (detalhe: convicções também de outras denominações cristãs). O primeiro a falar sequer sabia quem era o Papa (!!!), os outros, piores ainda... E ficou por isso mesmo.
Já conversaram com linguista, funkeiro, político, militantes de direita e de esquerda, muçulmano, ateu... Há gente graúda que está dando declarações solenes, mas, tenho certeza, não pisa dentro de um templo católico há anos. Parece que são avançados, mas vi que até hoje acreditam em assombração, acham que crianças não batizadas vão para o limbo, horrorizam quando veem um padre tomando uma gelada, pensam que Deus é um homem barbudo com um açoite na mão, e por aí vai. Ou seja, estes, sim, estão na Idade Média. Como católico posso falar: o mundo avançou, moçada!
Em resumo, que preguiça, viu!!! Ainda bem que estou cercado de amigos que são bons jornalistas, senão eu já estaria lendo somente a Turma da Mônica. PRONTO, FALEI!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
O que tenho a declarar sobre esse tal de "tablet"
Não estou nem aí para quem não gostar, mas digo algumas de minhas opiniões sobre esse tal de tablet (tabuleta, em português), iPad (e similares):
- extinguirá a guerra de bolinhas de papel nas salas de aula;
- não nos permite rasgar as páginas chatas, profanas ou imbecis e jogá-las solenemente no lixo;
- não nos possibilita usá-lo em casos de emergência gastrointestinal;
- tem um "P" maiúsculo no meio da palavra (modismo ortográfico totalmente ridículo, como a maioria dos modismos);
- abolirá os aviões, os chapéus e os barquinhos de papel;
- faz os adeptos acreditarem cega e simploriamente que o meio é mais importante que o conteúdo;
- gostaria de ver como seriam as artes em dobradura ("origami") feitas de páginas virtuais;
- não nos permite usá-lo para equilibrar mesas;
- se cair no chão, já era;
- exterminará os marcadores de página artisticamente trabalhados e dados como lembrancinha;
- faz muitos medíocres acreditarem que sabem tudo de tecnologia;
- leva alguns mais medíocres ainda a cultuarem o tal fundador da Apple;
- desperta a "religiosidade" de idiotas que acendem velas virtuais pela alma do mesmo tal fundador enquanto eles "orgulhosamente" desprezam a cultura religiosa em si;
- abolirá aqueles bonequinhos de mãos dadas, que fazemos para aplacar a ira de meninos pirracentos;
- não tem cheiro de livro novo (cujo valor só os bons leitores conhecem);
- enquanto se lê o tal "e-book", não se tem a sensação de que o livro está chegando ao fim;
- um conteúdo virtual sem neurônios reais que o processem vale muito pouco;
- condenado a virar peça de museu em poucos anos (quer apostar?);
- não faltam pessoas e governos que saem distribuindo o aparelho para educadores, mas não se preocupam em valorizá-los como seres humanos e profissionais (isso vale também para os salários);
- desperta o ridículo e ingênuo deslumbramento dos adultos; enquanto isso, crianças e adolescentes mais atentos veem o treco como algo mais normal do mundo e tiram sarro dos admirados;
- documentos antiquíssimos impressos em papel, couro, pedra e barro existem até hoje, quero ver isso sucederá com as tais maquininhas.
Para evitar ambiguidades, se alguém quiser me dar um desses trecos, eu aceitarei de bom grado. Arrumarei alguma função para ele.
Quem quiser, pode completar. De minha parte, tenho-o dito.
- extinguirá a guerra de bolinhas de papel nas salas de aula;
- não nos permite rasgar as páginas chatas, profanas ou imbecis e jogá-las solenemente no lixo;
- não nos possibilita usá-lo em casos de emergência gastrointestinal;
- tem um "P" maiúsculo no meio da palavra (modismo ortográfico totalmente ridículo, como a maioria dos modismos);
- abolirá os aviões, os chapéus e os barquinhos de papel;
- faz os adeptos acreditarem cega e simploriamente que o meio é mais importante que o conteúdo;
- gostaria de ver como seriam as artes em dobradura ("origami") feitas de páginas virtuais;
- não nos permite usá-lo para equilibrar mesas;
- se cair no chão, já era;
- exterminará os marcadores de página artisticamente trabalhados e dados como lembrancinha;
- faz muitos medíocres acreditarem que sabem tudo de tecnologia;
- leva alguns mais medíocres ainda a cultuarem o tal fundador da Apple;
- desperta a "religiosidade" de idiotas que acendem velas virtuais pela alma do mesmo tal fundador enquanto eles "orgulhosamente" desprezam a cultura religiosa em si;
- abolirá aqueles bonequinhos de mãos dadas, que fazemos para aplacar a ira de meninos pirracentos;
- não tem cheiro de livro novo (cujo valor só os bons leitores conhecem);
- enquanto se lê o tal "e-book", não se tem a sensação de que o livro está chegando ao fim;
- um conteúdo virtual sem neurônios reais que o processem vale muito pouco;
- condenado a virar peça de museu em poucos anos (quer apostar?);
- não faltam pessoas e governos que saem distribuindo o aparelho para educadores, mas não se preocupam em valorizá-los como seres humanos e profissionais (isso vale também para os salários);
- desperta o ridículo e ingênuo deslumbramento dos adultos; enquanto isso, crianças e adolescentes mais atentos veem o treco como algo mais normal do mundo e tiram sarro dos admirados;
- documentos antiquíssimos impressos em papel, couro, pedra e barro existem até hoje, quero ver isso sucederá com as tais maquininhas.
Para evitar ambiguidades, se alguém quiser me dar um desses trecos, eu aceitarei de bom grado. Arrumarei alguma função para ele.
Quem quiser, pode completar. De minha parte, tenho-o dito.
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